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Reunião de câmara
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De novo o saneamento em acesa discussão
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"Há sucessivos prejuízos para os feirenses"
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Com votos contra do PS, maioria PSD aprovou terceiro aditamento ao contrato com a Indaqua.
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"É passo para a resolução definitiva do problema do saneamento no concelho", garantem os social-democratas. "É mais um sinal dos sucessivos atrasos e passos muito pequenos para resolver tão grave problema ambiental", ripostam os socialistas. PSD e PS assumem posições bem distintas sobre o mesmo tema, o terceiro aditamento ao contrato da concessão da exploração e gestão dos serviços públicos municipais de abastecimento de água e saneamento no concelho. No entendimento do presidente da edilidade feirense, Alfredo Henriques, esta é a "melhor solução, porque evita aumentos extraordinários no tarifário e porque representa a solução para acabar o saneamento". Coube a Sérgio Cirino expressar a posição do Partido Socialista. "Votamos contra, porque achamos que estes são passos muito pequenos para a resolução de um grave problema ambiental. Têm existido sucessivos atrasos com danos consideráveis para o ambiente do concelho" Os aditamentos ao contrato inicial, celebrado entre a câmara e a Indaqua, têm tido, assevera Sérgio Cirino, um denominador em comum. "Tem existido a penalização dos consumidores feirenses, tanto no preço da água, como do saneamento, como no alargamento do prazo de concessão, que retira algumas possibilidades de negociação no futuro com a concessionária, no sentido da concessão dos serviços públicos voltar para a autarquia, ou então encontrar outra solução mais favorável para os feirenses", ressalva. Por outro lado, solta o vereador do PS "não nos apraz o alargamento do conceito de reequilíbrio financeiro da concessão, porque a experiência tem-nos dito que esse reequilíbrio vem sempre em prejuízo dos consumidores e, até à data, nunca veio em benefício deles, como seria de esperar numa situação destas", afiança. A cláusula de reequilíbrio financeiro ficou "ainda mais aberta, em relação ao anterior aditamento, permitindo que possam surgir situações bastante penalizadoras em termos de preços e de alterações ao tarifário, impostos, de forma unilateral pela concessionária. Não vemos fim a isto e torna-se cada vez mais tarde, mais caro resolver um problema que deveria ser prioritário" revela Sérgio Cirino.
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