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Pigeiros
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Falam em soluções fabricadas
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Amigos do Uíma contra localização do aterro
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Os Amigos do Uíma estão "frontalmente contra a localização em Pigeiros/Caldas", garantem em comunicado distribuído à Imprensa.
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A Associação Ambientalista e Cultural Amigos do Uíma não aceita as localizações propostas pelo estudo da Suldouro para o aterro sanitário de Feira/Gaia. Em primeiro lugar porque o referido aterro "ficaria a mil e poucos metros das Termas de Caldas de S. Jorge, ex-líbris do concelho e região. Se o discurso é de apoio as termas, ao seu crescimento em qualidade e número de utentes, a prática é precisamente o contrário. Com este aterro por perto, o futuro das termas está comprometido. Se querem fechar as termas, assumam-no de uma vez por todas. Este seria, de resto, um argumento mais do que suficiente para que esta opção de localização fosse imediatamente eliminada", acrescenta a referida associação ambientalista.
Toda esta zona, em Pigeiros e Caldas de S. Jorge "já foi esplendorosa e cheia de vida. De facto, esta zona é varias vezes apontada como ideal para, depois de requalificada, ser um parque de apoio às termas. Temos de nos lembrar que as Termas não têm espaços verdes (nem outros) de apoio", afiança a associação feirense. Para além disso, a freguesia de Pigeiros "já foi castigada com o PERM, vulgo Parque das Sucatas, equipamento nefasto para esta zona. Mas se este equipamento é nada aceitável neste local, juntar-lhe o aterro sanitário é perfeitamente inadmissível", acrescentam os Amigos do Uíma.
O último argumento que "avançamos (e ficam muitos por explanar) é a proximidade de uma linha de água: o rio Uíma. O próprio estudo encomendado pela Câmara da Feira exige que as linhas de água sejam protegidas deste equipamento. O aterro vai ficar a poucos metros do Uíma. Costa Lobo, técnico responsável pelo PDM, referiu que esta zona era das mais importantes do concelho em reservas de água... e por aqui ficamos", relevam os responsáveis da associação de Pigeiros.
Os Amigos do Uíma não aceitam a localização da Sobreda/Canedo O grande argumento, e "para nós é mais do que suficiente, é o facto de Canedo já ter suportado o lixo dos concelhos da Feira e Gaia durante muitos e muitos anos. Não falamos de um aterro sanitário, mas sim de lixeiras a céu aberto e que ainda hoje são a vergonha do nosso concelho. O mal vai lá continuar por muitas dezenas e centenas de anos, talvez até milhares. A freguesia já sofreu mais do que o suficiente. Canedo deve ser poupada por uma questão de princípio e bom senso", pode ler-se na nota de Imprensa.
Os Amigos do Uíma entendem que "a solução do aterro sanitário, a ser seguida, deverá passar pela localização em Gaia, até porque este concelho produz 75% do lixo e a Feira apenas 25%. É uma questão de equidade e justiça", dizem os seus responsáveis. Esta associação estranha também que os vários locais do concelho de Gaia que foram várias vezes referidos na comunicação social e apresentados em estudos tenham "desaparecido" agora. A questão da LIPOR "não pode ser colocada definitivamente de lado pois todas as soluções têm de ser ponderadas e analisadas. Se praticamente toda a área metropolitana do Porto se serve da LIPOR, porque Feira e Gaia não podem recorrer ao mesmo equipamento?" questionam os Amigos do Uíma. O poder político "tem de se preocupar em avançar com uma nova política de gestão dos resíduos, com incentivos à redução de utilização de materiais que são apenas adornos e não o bem em causa (plásticos, embalagens enormes para pequenos produtos, por exemplo) e penalizar os consumidores que produzem lixo em maiores quantidades, muito as vezes de forma desnecessária", desafia a associação.
Os Amigos do Uíma apelam "a todos os organismos políticos ou não, públicos, privados ou associativos, e especialmente à população que se envolvam esta discussão pois é o futuro de todos que está em jogo e, dada a importância do tema, ninguém pode assobiar para o lado achando que é um problema do vizinho", sentenciam.
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